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Polícia investiga crime ambiental que destruiu propriedades rurais em Redenção

Queimadas à beira de rodovias aumentam o risco de acidentes

Data: 11/09/2025
Foto: Dinho Santos

 

A Polícia Civil de Redenção no sul do Pará, abriu investigação para identificar e prender os responsáveis por um grave crime ambiental que causou sérios prejuízos a produtores rurais e impactos à vegetação nativa da região. De acordo com informações preliminares e imagens captadas por um cinegrafista amador, três homens que trafegavam em uma caminhonete Toyota Hilux, de cor marrom e placa QEZ2H80, atearam fogo à vegetação seca nas margens da Rodovia PA-287, nas proximidades da comunidade Consolação, local que abriga centenas de famílias. As chamas se alastraram rapidamente, atingindo propriedades vizinhas e comprometendo áreas de pastagem, cercas, currais e até mesmo parte da vegetação da Escola Agrícola Antonieta de Lourdes. O fogo só não tomou proporções ainda mais devastadoras devido à ação conjunta de moradores, que organizaram uma verdadeira força-tarefa para conter as labaredas. Um dos prejudicados, o produtor rural Levi Monteiro Fontes, relatou à reportagem os momentos de tensão vividos durante o incêndio. “Se não fosse a intervenção do meu vizinho, eu teria perdido tudo o que nossa família construiu em 10 anos de investimento. Ele conseguiu impedir que o curral fosse consumido e evitou que as chamas chegassem até a casa da fazenda”, declarou. A caminhonete utilizada na ação foi identificada como pertencente a Genivaldo Ribeiro, morador de Redenção. Questionado pela imprensa, ele afirmou que o veículo não está mais em sua posse, alegando que teria sido vendido a terceiros, mas sem a devida transferência, já que o automóvel ainda se encontra financiado. Ainda segundo o ex-proprietário do veículo, ele já foi até a Delegacia de Conflitos Agrários de Redenção, e apresentou documentos que comprovam que o veículo não é mais dele. Diante do ocorrido, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os fatos. Os donos das propriedades atingidas foram orientados a registrar boletins de ocorrência, tanto para comprovar os prejuízos sofridos quanto para resguardar-se de eventuais sanções ambientais. Além disso, a formalização dos registros servirá de base para possíveis pedidos de ressarcimento. A corporação reforçou que os responsáveis pelo incêndio criminoso serão intimados tão logo sejam identificados. O caso gera grande repercussão entre moradores e produtores rurais da região, que cobram respostas rápidas das autoridades e medidas mais rígidas contra crimes ambientais que colocam em risco vidas, patrimônios e o equilíbrio ecológico.




Por: Dinho Santos

dinhosantos44@hotmail.com


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